Projeto de lei propõe exigência de estudo de impacto para alterações em cartórios

Projeto de lei propõe exigência de estudo de impacto para alterações em cartórios

Justiça

Critérios para mudanças em serventias

Uma nova proposta em análise na Câmara dos Deputados busca estabelecer regras mais rígidas para a reestruturação dos serviços notariais e de registro no Brasil. O Projeto de Lei 3229/26 determina que qualquer alteração na organização ou na competência territorial de cartórios deverá ser precedida por um estudo técnico de impacto socioeconômico.

De acordo com o texto, a medida visa evitar mudanças arbitrárias. A separação de serviços, bem como o desmembramento ou a modificação da área de atuação de uma serventia, ficariam restritos aos momentos em que o cargo de titular estiver vago, garantindo maior estabilidade ao sistema.

Transparência e eficiência administrativa

A responsabilidade pela elaboração do levantamento técnico caberá ao Tribunal de Justiça de cada estado. O documento deverá avaliar detalhadamente os efeitos práticos de eventuais alterações, assegurando que a reorganização seja fundamentada em dados concretos.

O autor da matéria, deputado Pezenti (MDB-SC), defende que a iniciativa busca elevar a qualidade do atendimento ao cidadão. Para o parlamentar, a exigência de uma avaliação técnica prévia promove maior transparência e racionalidade na gestão administrativa dos cartórios.

Alterações na legislação vigente

O projeto propõe modificações na Lei 8.935/94, norma que atualmente rege as atividades notariais e de registro no país. A intenção é atualizar os procedimentos de organização administrativa para alinhar o setor às demandas atuais de eficiência e planejamento.

Tramitação legislativa

A proposta segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. O projeto tramita em caráter conclusivo, o que significa que, caso aprovado pelas comissões designadas, poderá seguir para as etapas subsequentes sem a necessidade de votação direta pelo Plenário da Câmara, salvo se houver recurso assinado por 52 deputados.

Com informações da Câmara dos Deputados.

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