A Associação Médica Brasileira (AMB) definiu seu comando para os próximos anos. O médico José Eduardo Dolci foi eleito presidente da entidade, após liderar a Chapa União durante o processo eleitoral realizado entre os dias 10 e 17 de agosto. O novo dirigente iniciará seu mandato em janeiro de 2027, estendendo sua gestão até o final de 2029.
A votação contou com a participação de associados de todo o país. O pleito consolidou o nome de Dolci, que já possui uma trajetória consolidada dentro da estrutura da instituição, tendo atuado como diretor científico da organização desde 2021.
Trajetória acadêmica e atuação profissional
Com uma carreira marcada pela dedicação à medicina e à gestão acadêmica, José Eduardo Dolci possui formação pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP). Sua especialização em Otorrinolaringologia foi desenvolvida na mesma instituição, onde também exerce a função de professor titular desde 2009.
O currículo do novo presidente da AMB inclui mestrado e doutorado obtidos na Escola Paulista de Medicina, vinculada à Universidade Federal de São Paulo. Além da atuação docente, ele já esteve à frente da direção da FCMSCSP e presidiu a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial. No âmbito internacional, sua experiência inclui a participação no conselho de diretores da Federação Internacional de Sociedades de Otorrinolaringologia.
Metas para a nova gestão
A administração que assume em 2027 tem como pilar central a integração entre as diversas esferas da medicina brasileira. O projeto da Chapa União foca em estreitar os laços entre médicos, as sociedades de especialidades e as associações estaduais, buscando uma representação mais coesa e atuante em todo o território nacional.
Entre os compromissos assumidos pela nova diretoria, destacam-se a defesa profissional e o aprimoramento contínuo da educação médica. A gestão pretende colocar em pauta discussões sobre as condições de trabalho da categoria, além de buscar soluções para a remuneração dos profissionais. O suporte aos médicos em início de carreira e o fortalecimento da governança interna da entidade também figuram como prioridades estratégicas para o período de 2027 a 2029.
Com informações da Revista Oeste.