Urna eletrônica para votação nas Eleições 2026

Eleições 2026: veja quais cargos estarão em disputa e como funcionará a votação

Eleições 2026

As Eleições Gerais de 2026 levarão milhões de brasileiros às urnas para escolher representantes dos poderes Executivo e Legislativo. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, enquanto um eventual segundo turno ocorrerá em 25 de outubro nas disputas em que essa etapa estiver prevista.

A votação deste ano terá uma característica importante: o eleitor fará seis escolhas na urna eletrônica. Além de presidente da República e governador, serão escolhidos deputados federais, deputados estaduais ou distritais e dois senadores por estado e pelo Distrito Federal.

A eleição para o Senado merece atenção especial. Em 2026, estarão em disputa 54 das 81 cadeiras da Casa, correspondentes a dois terços de sua composição. Por esse motivo, cada eleitor poderá votar em dois candidatos diferentes ao Senado.

O pleito também renovará as 513 cadeiras da Câmara dos Deputados e definirá os representantes das Assembleias Legislativas dos estados e da Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Entender quais cargos estarão em disputa, a ordem de votação e as principais regras do processo eleitoral pode ajudar o eleitor a chegar às urnas mais preparado. Ao longo deste guia, o Giro de Notícias explica como funcionarão as Eleições 2026 e os principais pontos que o eleitor precisa conhecer.

Quais cargos estarão em disputa nas Eleições 2026? 

Nas Eleições 2026, os brasileiros escolherão representantes tanto para o Poder Executivo quanto para o Legislativo. Ao todo, o eleitor fará seis escolhas na urna eletrônica, já que neste pleito haverá duas vagas para senador em cada estado e no Distrito Federal.

A primeira escolha será para deputado federal. Os eleitos ocuparão as 513 cadeiras da Câmara dos Deputados e terão entre suas atribuições a elaboração de leis de alcance nacional, a fiscalização do governo federal e a participação nas decisões sobre o Orçamento da União.

Em seguida, o eleitor escolherá um deputado estadual. No Distrito Federal, a votação será para deputado distrital. Esses parlamentares atuam nas Assembleias Legislativas dos estados ou na Câmara Legislativa do Distrito Federal, legislando sobre assuntos de competência local e fiscalizando a atuação do respectivo Poder Executivo.

Depois chegará o momento de escolher os representantes para o Senado Federal. Diferentemente de uma eleição em que apenas um terço da Casa é renovado, em 2026 estarão em disputa duas vagas por unidade da Federação. Por isso, cada eleitor poderá escolher dois candidatos diferentes ao Senado.

Também serão definidos os governadores e vice-governadores dos 26 estados e do Distrito Federal. Os governadores comandam o Poder Executivo estadual e administram áreas que afetam diretamente a população, incluindo políticas estaduais de segurança pública, saúde e educação.

A última escolha na urna será para presidente e vice-presidente da República. A chapa vencedora assumirá o comando do Poder Executivo federal para o mandato seguinte.

Dessa forma, as Eleições Gerais de 2026 definirão a Presidência da República, os governos estaduais e do Distrito Federal e uma parcela significativa da composição do Congresso Nacional e dos legislativos estaduais.

Por que o eleitor poderá votar em dois senadores em 2026?

Em 2026, uma particularidade das eleições para o Senado exigirá atenção dos eleitores: cada pessoa poderá escolher dois candidatos diferentes para senador. Isso acontece porque, neste pleito, serão renovados dois terços das cadeiras do Senado Federal.

Plenário do Senado Federal durante sessão em Brasília
Plenário do Senado Federal. Em 2026, serão renovados dois terços das cadeiras da Casa. Foto: Carlos Moura/Agência Senado.

O Senado é composto por 81 parlamentares, sendo três representantes para cada um dos 26 estados e para o Distrito Federal. Diferentemente dos deputados federais, cujo mandato é de quatro anos, os senadores são eleitos para mandatos de oito anos.

A renovação da Casa ocorre de maneira alternada. Em uma eleição geral, é renovado um terço das cadeiras; quatro anos depois, são renovados dois terços. Como 2026 corresponde ao segundo caso, 54 vagas estarão em disputa em todo o país, duas para cada unidade da Federação.

Na prática, isso significa que o eleitor terá duas oportunidades de escolha para o Senado na urna eletrônica. Os votos deverão ser destinados a candidatos diferentes, e serão eleitos os dois mais votados em cada estado e no Distrito Federal.

A eleição para senador utiliza o sistema majoritário. Portanto, diferentemente das disputas para deputado federal e deputado estadual ou distrital, não são considerados cálculos de quociente eleitoral ou a votação recebida pelo partido para determinar os vencedores. As duas vagas serão ocupadas pelos candidatos que obtiverem as maiores votações.

A renovação de dois terços também significa que a eleição de 2026 poderá alterar uma parcela expressiva da composição do Senado de uma única vez. Os parlamentares eleitos exercerão mandato durante os oito anos seguintes.

As informações sobre a composição do Senado, duração dos mandatos e renovação de dois terços em 2026 são confirmadas pelo Tribunal Superior Eleitoral. TSE — cargos em disputa nas Eleições 2026

Quando serão as Eleições 2026?

O primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 será realizado em 4 de outubro, um domingo. Nessa data, eleitoras e eleitores de todo o país irão às urnas para escolher deputados federais, deputados estaduais ou distritais, dois senadores, governador e vice-governador e presidente e vice-presidente da República.

A votação ocorrerá das 8h às 17h, de acordo com o horário oficial de Brasília. O mesmo horário será adotado simultaneamente em todo o país, independentemente do fuso horário de cada localidade.

Caso seja necessário segundo turno, a nova votação acontecerá em 25 de outubro de 2026, também em um domingo.

O segundo turno, no entanto, não se aplica a todos os cargos. Essa etapa poderá ocorrer apenas nas eleições para presidente da República e governador, quando nenhum candidato alcançar no primeiro turno a maioria necessária de votos válidos prevista para vencer a disputa.

Nas eleições para deputado federal, deputado estadual ou distrital e senador, o resultado é definido no primeiro turno. Por isso, mesmo nos estados em que houver uma segunda votação para governador ou na hipótese de segundo turno presidencial, o eleitor não voltará às urnas para escolher representantes do Legislativo.

Com as duas datas definidas no calendário eleitoral, 4 de outubro concentrará todas as seis escolhas previstas para o eleitor em 2026, enquanto 25 de outubro ficará reservado exclusivamente às disputas majoritárias que necessitarem de uma segunda votação.

Qual será a ordem de votação na urna eletrônica?

A ordem dos cargos na urna eletrônica já está definida para as Eleições 2026. Como haverá a renovação de dois terços do Senado Federal, o eleitor fará seis escolhas durante a votação.

A sequência começará pelos cargos do Legislativo e terminará com as disputas para o Executivo. A ordem será a seguinte:

  1. Deputado federal — cinco dígitos;
  2. Deputado estadual ou deputado distrital — cinco dígitos;
  3. Senador — primeira vaga — três dígitos;
  4. Senador — segunda vaga — três dígitos;
  5. Governador — dois dígitos;
  6. Presidente da República — dois dígitos.
Infográfico com a ordem de votação na urna eletrônica nas Eleições 2026
Arte ilustrativa sobre a ordem de votação nas Eleições 2026. Imagem: Giro de Notícias.

Nas duas escolhas para o Senado, o eleitor deverá votar em candidatos diferentes. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), caso seja digitado o mesmo número utilizado anteriormente, a urna exibirá uma mensagem informando que aquele candidato já foi escolhido.

A cada cargo, a urna apresentará as informações correspondentes ao número digitado. O eleitor deverá conferir os dados exibidos na tela antes de pressionar a tecla “Confirma” e avançar para a escolha seguinte.

Como serão seis votos, conhecer previamente a sequência pode tornar o processo mais simples e reduzir dúvidas diante da urna. O próprio TSE recomenda que o eleitor possa levar uma “colinha” em papel com os números de seus candidatos. O uso do celular na cabine de votação, por outro lado, é proibido.

A ordem oficial dos cargos e as orientações para a votação em 2026 estão disponíveis no Tribunal Superior Eleitoral — ordem de votação nas Eleições 2026.

Como funciona a eleição de cada cargo?

Embora todos os cargos sejam escolhidos no mesmo dia, as Eleições 2026 utilizarão dois sistemas diferentes para definir os candidatos eleitos. Presidente da República, governadores e senadores são escolhidos pelo sistema majoritário, enquanto deputados federais, estaduais e distritais são eleitos pelo sistema proporcional.

No sistema majoritário, o resultado está diretamente relacionado à quantidade de votos válidos recebidos pelos candidatos. Para presidente da República e governador, é necessário obter mais da metade dos votos válidos para vencer. Os votos brancos e nulos não entram nesse cálculo.

Caso nenhum candidato à Presidência ou ao governo estadual alcance essa maioria no primeiro turno, os dois mais votados seguem para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Para o Senado Federal, a lógica é diferente. Não existe segundo turno. Como duas vagas estarão em disputa por estado e no Distrito Federal em 2026, serão eleitos os dois candidatos que receberem o maior número de votos em cada unidade da Federação.

Já a eleição para deputado federal, deputado estadual e deputado distrital utiliza o sistema proporcional. Nesse modelo, não basta simplesmente ordenar individualmente todos os candidatos do mais votado para o menos votado.

Os votos recebidos pelos candidatos e pelas legendas participam da definição de quantas cadeiras cada partido ou federação poderá ocupar. A distribuição envolve mecanismos previstos na legislação eleitoral, como quociente eleitoral e quociente partidário, além das regras aplicáveis à distribuição das vagas restantes.

Por esse motivo, pode acontecer de um candidato a deputado receber mais votos individualmente do que outro e, ainda assim, não conquistar uma cadeira. O desempenho eleitoral do partido ou da federação também influencia a composição final das casas legislativas.

A diferença entre os sistemas ajuda a entender por que a votação para presidente, governador e senador possui uma lógica distinta daquela utilizada para definir a composição da Câmara dos Deputados, das Assembleias Legislativas e da Câmara Legislativa do Distrito Federal.

O Tribunal Superior Eleitoral disponibiliza informações sobre o funcionamento do sistema eleitoral brasileiro.

Quem é obrigado a votar nas Eleições 2026?

A participação nas Eleições 2026 também depende da idade e da situação de cada eleitor. No Brasil, o voto é obrigatório para pessoas alfabetizadas com idade entre 18 e 70 anos, desde que estejam regularmente inscritas na Justiça Eleitoral.

Para alguns grupos, entretanto, o voto é facultativo. Isso significa que o eleitor pode comparecer às urnas, mas não é obrigado a votar. Essa regra alcança:

  • jovens de 16 e 17 anos;
  • pessoas com mais de 70 anos;
  • pessoas analfabetas.

Os jovens que completarem 16 anos até a data do primeiro turno, em 4 de outubro, podem solicitar o título antecipadamente e participar das eleições, desde que cumpram o prazo estabelecido no calendário eleitoral.

Quem completar 18 anos até o dia da eleição passa a integrar a faixa etária em que o voto é obrigatório, observadas as demais regras previstas pela legislação eleitoral.

Também é importante verificar antecipadamente se o título está regular. Pendências com a Justiça Eleitoral podem impedir o exercício normal do voto caso resultem no cancelamento da inscrição eleitoral.

A situação do título, o local de votação e outras informações podem ser consultados pelos serviços oficiais da Justiça Eleitoral, incluindo o e-Título e os canais digitais do TSE.

As regras sobre obrigatoriedade e voto facultativo podem ser consultadas no Portal do Tribunal Superior Eleitoral.

Quais são os principais prazos das Eleições 2026?

O calendário das Eleições 2026 estabelece uma série de prazos para eleitores, partidos e candidatos. Algumas dessas datas têm impacto direto na participação do cidadão e na organização da disputa eleitoral.

Um dos primeiros prazos importantes para o eleitor ocorreu em 6 de maio de 2026. Essa é a data-limite prevista no calendário eleitoral para solicitar operações como o primeiro título, transferência do domicílio eleitoral e atualização de dados no cadastro. Após esse período, o cadastro eleitoral fica fechado para a preparação das eleições.

Para partidos políticos e possíveis candidatos, outra etapa importante aconteceu entre 20 de julho e 5 de agosto, período destinado às convenções partidárias. É nessa fase que partidos e federações deliberam sobre as candidaturas que pretendem lançar e sobre eventuais coligações nas eleições majoritárias.

Depois das convenções, as candidaturas escolhidas precisam ser formalizadas perante a Justiça Eleitoral. O prazo para apresentação dos pedidos de registro de candidatura termina em 15 de agosto.

A partir de 16 de agosto, passa a ser permitida a propaganda eleitoral, inclusive na internet, observadas as regras estabelecidas pela legislação e pela Justiça Eleitoral. Antes dessa data, determinadas manifestações podem ser enquadradas como propaganda eleitoral antecipada quando houver elementos vedados pela legislação.

A votação ocorrerá em 4 de outubro, data do primeiro turno. Onde houver necessidade de uma segunda votação para presidente da República ou governador, o segundo turno será realizado em 25 de outubro.

Conhecer essas datas é especialmente importante para quem precisa regularizar sua situação eleitoral. Diferentemente dos prazos relacionados às campanhas e candidaturas, o fechamento do cadastro pode afetar diretamente quem ainda precisa emitir, transferir ou atualizar o título antes da eleição.

O calendário completo contém diversos outros marcos destinados a partidos, candidatos, emissoras, pesquisas eleitorais e à própria Justiça Eleitoral. As datas e regras completas podem ser consultadas no Calendário Eleitoral 2026 do TSE.

Como se preparar para votar nas Eleições 2026?

Com seis escolhas previstas na urna eletrônica, alguns cuidados antes do dia da votação podem tornar o processo mais simples. O primeiro deles é verificar antecipadamente se a situação eleitoral está regular e confirmar o local em que o eleitor deverá comparecer.

A Justiça Eleitoral disponibiliza serviços digitais para consultar dados como zona eleitoral, seção e local de votação. Essas informações também podem ser acessadas pelo aplicativo e-Título, quando disponível para a situação do eleitor.

No dia da eleição, é necessário apresentar documento oficial com foto. O título eleitoral impresso não é obrigatório para votar, embora possa facilitar a consulta das informações referentes à seção eleitoral.

Outra medida útil é organizar previamente os números dos candidatos escolhidos. Como a votação de 2026 terá seis etapas, o eleitor poderá levar uma “colinha” em papel para consultar os números durante a votação.

A sequência será deputado federal, deputado estadual ou distrital, primeiro senador, segundo senador, governador e presidente da República.

É importante que as anotações sejam feitas em papel. Celulares, máquinas fotográficas, filmadoras, equipamentos de radiocomunicação e outros dispositivos que possam comprometer o sigilo do voto não podem ser utilizados na cabine de votação. Quando necessário, esses aparelhos devem permanecer no local indicado pelos mesários enquanto o eleitor utiliza a urna.

Também é recomendável consultar o local de votação com antecedência, especialmente porque a Justiça Eleitoral pode realizar alterações de seção ou de endereço entre diferentes eleições.

Informações sobre a situação eleitoral e os serviços disponíveis ao eleitor podem ser consultadas no Autoatendimento Eleitoral do TSE.

O caminho até as urnas em outubro

Até a realização do primeiro turno das Eleições 2026, o processo eleitoral passará por diferentes etapas previstas no calendário da Justiça Eleitoral.

Depois do período destinado às convenções partidárias, partidos e federações formalizarão os pedidos de registro das candidaturas. A partir daí, a disputa eleitoral entra em uma fase mais visível para o eleitor, especialmente com o início da propaganda eleitoral.

Durante a campanha, candidatos aos cargos de presidente, governador, senador e deputado apresentarão suas propostas e buscarão o apoio dos eleitores. Ao mesmo tempo, a Justiça Eleitoral continuará responsável pela organização do processo, fiscalização do cumprimento das regras eleitorais e preparação da estrutura necessária para a votação.

No dia 4 de outubro, o eleitor fará escolhas que alcançarão diferentes níveis da administração pública e do Poder Legislativo. Além da Presidência e dos governos estaduais, estarão em disputa todas as cadeiras da Câmara dos Deputados, vagas nos legislativos estaduais e distrital e dois terços do Senado Federal.

Se nenhuma candidatura à Presidência ou a determinado governo estadual alcançar a maioria necessária dos votos válidos no primeiro turno, os dois candidatos mais votados naquela disputa participarão do segundo turno em 25 de outubro.

Até lá, acompanhar o calendário oficial, manter a situação eleitoral regular e buscar informações sobre os cargos e candidatos são formas de chegar ao dia da votação conhecendo melhor as escolhas que serão apresentadas na urna.

➡️ Para acompanhar a disputa pelo Palácio do Planalto, veja também quem são os principais candidatos à Presidência da República nas Eleições 2026 e conheça as chapas que estão na corrida presidencial. 

As informações oficiais e eventuais atualizações relacionadas ao processo eleitoral podem ser acompanhadas no Portal das Eleições do Tribunal Superior Eleitoral.

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