O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, nesta quinta-feira (13), a interrupção temporária do processamento de novos registros no Sistema de Filiação Partidária, conhecido como Filia. A medida foi assinada pelo presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, com o objetivo de conter a inserção de dados indevidos na plataforma.
A decisão foi motivada por episódios recentes de manipulação de registros que ganharam repercussão nacional. Entre os casos identificados, está a filiação indevida do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao partido Missão. Além disso, o sistema detectou uma tentativa de realizar o mesmo procedimento com o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, embora, neste segundo caso, o registro não tenha sido efetivado.
Esclarecimentos sobre a integridade do sistema
Diante das suspeitas levantadas pelo incidente, o TSE emitiu um posicionamento oficial descartando qualquer hipótese de invasão cibernética ou ataque hacker à infraestrutura do tribunal. Segundo a Corte, o ocorrido foi resultado do uso indevido da ferramenta por um usuário vinculado à legenda Missão.
Em nota, o partido Missão afirmou que também foi alvo de uma tentativa de fraude. A sigla sustenta que identificou a irregularidade e buscou o cancelamento do registro junto ao tribunal ainda no mesmo dia, contudo, a solicitação não foi processada pelo sistema na ocasião.
Desdobramentos e regularização
Após a identificação da falha, o ministro Kassio Nunes Marques autorizou o restabelecimento da filiação original do senador Flávio Bolsonaro ao PL. O parlamentar utilizou suas redes sociais para classificar o registro no partido Missão como uma fraude.
Para apurar as responsabilidades sobre o uso indevido do sistema, o tribunal determinou a abertura de um inquérito. A suspensão das atividades no sistema Filia permanece vigente enquanto a Corte avalia as medidas necessárias para garantir a segurança e a integridade dos dados eleitorais.
Com informações da Revista Oeste.