O Partido dos Trabalhadores (PT) protocolou uma representação junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na última sexta-feira, 7, buscando a interrupção das atividades de um portal digital vinculado ao Partido Liberal (PL). A legenda petista alega que o site, denominado “Direita Já”, atua como uma central de distribuição de materiais de campanha com conteúdo irregular.
Estrutura de distribuição e alvos da representação
De acordo com a petição apresentada pela sigla, o portal funciona como um repositório de peças publicitárias, incluindo vídeos e cards, destinados à disseminação em redes sociais. O PT aponta que o site libera semanalmente cerca de 50 postagens, que teriam como foco principal críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a integrantes de seu governo.
O documento também detalha a existência de um programa voltado a influenciadores digitais, batizado de creators. Segundo o PT, a iniciativa busca impulsionar o alcance do material disponibilizado, com a meta declarada de atingir 50 milhões de visualizações. O partido sustenta que esse ecossistema digital é utilizado para propagar informações que considera descontextualizadas ou falsas.
Alegações de desinformação e uso de recursos
A representação judicial classifica o conteúdo veiculado no site como uma forma de “munição visual” contra a atual gestão. Entre os pontos levantados, o PT cita a presença de deep fakes e associações do presidente Lula a organizações criminosas, como o PCC e o Comando Vermelho, além de menções a escândalos financeiros, como os casos do Banco Master e do INSS.
A legenda argumenta que parte do material disponibilizado desrespeita as diretrizes do TSE sobre o enfrentamento à desinformação. A acusação sustenta que as publicações contêm fatos já classificados pela Corte como inverídicos ou gravemente distorcidos, o que, na visão do partido, comprometeria a integridade do debate democrático.
Pedidos e próximos passos no tribunal
Diante do cenário exposto, o PT solicitou ao tribunal a remoção imediata das publicações apontadas como irregulares e a suspensão do programa de influenciadores mantido pelo site. Além da exclusão do conteúdo, a sigla requer que a Justiça Eleitoral investigue se houve o emprego de verbas provenientes do fundo partidário para remunerar os criadores de conteúdo envolvidos na rede de distribuição.
Agora, o processo segue para análise dos ministros do TSE, que deverão avaliar os argumentos apresentados e decidir sobre a necessidade de medidas cautelares ou sanções contra o portal e o partido mencionado na representação.
Com informações da Revista Oeste.