PT registra candidatura de Lula à reeleição com foco em reforma tributária

PT registra candidatura de Lula à reeleição com foco em reforma tributária

Eleições 2026

O Partido dos Trabalhadores (PT) oficializou, nesta sexta-feira, 7, o registro da candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O ato foi acompanhado pela entrega do programa de governo, que estabelece as diretrizes para um eventual novo mandato, com ênfase na política fiscal e na reestruturação do sistema de impostos.

A campanha petista reafirma o compromisso com a taxação de rendas elevadas, utilizando o lema de “colocar o pobre no Orçamento e o rico no Imposto de Renda”. A estratégia busca dar continuidade a medidas implementadas durante a atual gestão, como a tributação de fundos exclusivos e de estruturas financeiras mantidas no exterior, conhecidas como offshores. Segundo dados apresentados pela legenda, essas mudanças impactaram cerca de 140 mil contribuintes de alta renda.

Propostas para o desenvolvimento nacional

O plano de governo protocolado na corte eleitoral está estruturado em 13 eixos temáticos. Entre as áreas prioritárias, além da economia, estão a defesa da democracia, segurança pública, educação, saúde, meio ambiente e política externa. O documento propõe um modelo econômico voltado para a sustentabilidade, produtividade e digitalização, com capítulos dedicados à valorização do trabalho e à segurança alimentar.

Ajustes no Imposto de Renda

Um dos pontos centrais da plataforma é a manutenção da política de isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil mensais. A medida, sancionada em novembro de 2025, utiliza um sistema de redutor que zera o imposto devido para essa faixa de rendimentos, enquanto aplica descontos progressivos para valores entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350.

Para compensar a perda de arrecadação estimada em R$ 25,8 bilhões para o ano de 2026, o governo instituiu novas regras de tributação. Entre elas, destaca-se a retenção de 10% sobre lucros e dividendos que excedam R$ 50 mil mensais pagos por empresas a pessoas físicas. A estratégia visa equilibrar o impacto fiscal da isenção, que se soma a um cenário onde a carga tributária bruta do país atingiu 32,40% do PIB em 2025, conforme registros do Tesouro Nacional.

Com informações da Revista Oeste. 

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