MP Eleitoral encerra investigação contra PM mas contesta versão sobre motorista de Haddad

MP Eleitoral encerra investigação contra PM mas contesta versão sobre motorista de Haddad

Justiça

A Procuradoria Regional Eleitoral determinou o arquivamento do procedimento que apurava uma suposta abordagem policial irregular envolvendo o motorista da campanha de Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo. A decisão, formalizada nesta segunda-feira, 31, concluiu pela ausência de elementos que pudessem configurar ilícito eleitoral por parte do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Questionamentos sobre a atuação policial

Embora tenha optado pelo arquivamento na esfera eleitoral, o órgão ministerial manifestou ressalvas quanto à versão apresentada pela Polícia Militar. O procurador responsável pelo caso classificou como “inverossímil” a tese de que os contatos sucessivos entre viaturas da Força Tática e o veículo da campanha teriam ocorrido por mera coincidência durante o patrulhamento ordinário.

O episódio em questão aconteceu no dia 11 de agosto, logo após o candidato petista deixar um evento público. A investigação inicial buscava verificar possíveis abusos de autoridade ou o uso indevido da máquina pública para fins de intimidação, hipóteses que, segundo o entendimento da Procuradoria, não foram sustentadas por provas suficientes para uma ação eleitoral.

Divergências nas apurações

A conclusão do Ministério Público Eleitoral contrasta com o posicionamento inicial da Secretaria de Segurança Pública. Em 13 de agosto, a pasta informou que, após análise de dados de geolocalização e imagens de dezenas de câmeras, não havia identificado indícios de irregularidades na conduta dos agentes.

Em contrapartida, a equipe de campanha de Fernando Haddad apresentou novos elementos nesta segunda-feira. Segundo o candidato, um laudo técnico produzido por um perito particular, baseado em imagens de segurança, indicaria que uma viatura teria permanecido estacionada por cerca de 20 minutos em frente ao local onde o motorista Alessandro Caseri estava posicionado.

Desdobramentos na esfera criminal

O encerramento do procedimento no âmbito eleitoral não significa o fim das investigações sobre o caso. A Polícia Civil de São Paulo mantém um inquérito em curso no 96º Distrito Policial, instaurado de ofício após a repercussão do episódio na imprensa.

A Procuradoria Regional Eleitoral encaminhou a íntegra do procedimento ao Ministério Público de São Paulo para que o órgão avalie a necessidade de medidas adicionais na esfera criminal. Cabe ressaltar que, conforme as normas vigentes, as partes envolvidas ainda possuem o prazo de dez dias para recorrer da decisão de arquivamento.

Com informações da Revista Oeste

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