O senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordena a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou que não existem planos para a privatização da Petrobras em uma eventual gestão do candidato. A declaração foi feita durante um encontro promovido pela União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs), em Brasília, onde Marinho esteve acompanhado de Alfredo Gaspar (PL-AL), vice na chapa.
Estratégia para estatais e ativos
Durante o evento, Marinho classificou a Petrobras como uma companhia estratégica para o Brasil. Segundo o senador, a postura do grupo político não envolve a venda da estatal, mas sim uma avaliação de eficácia que seria aplicada a todas as empresas públicas do país.
O coordenador relembrou ações adotadas durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), como a venda de poços maduros que apresentavam baixa lucratividade. De acordo com o parlamentar, essa estratégia permitiu que a iniciativa privada assumisse a operação, resultando em maior produtividade, geração de empregos e arrecadação de tributos.
Críticas à política comercial atual
Marinho manifestou preocupação com a gestão atual da Petrobras em relação às refinarias que foram privatizadas em anos anteriores. O senador acusou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de promover uma política de sufocamento desses empreendimentos, o que, segundo ele, poderia abrir caminho para uma futura recompra pela estatal.
O parlamentar também contestou o modelo de precificação da companhia. Rogério Marinho afirmou que a empresa pratica valores distintos na venda de petróleo, favorecendo suas próprias unidades em detrimento das refinarias privadas. Para o senador, essa prática configura uma artimanha que prejudica a livre concorrência e o ambiente de negócios no país.
Contexto e próximos passos
A participação de Marinho no evento da Unecs reforçou a defesa de uma política de concessões e maior participação privada em setores específicos, mantendo o controle da Petrobras sob a esfera estatal. O posicionamento busca diferenciar as propostas da chapa de Flávio Bolsonaro das políticas adotadas pela atual administração federal.
O debate sobre o futuro das estatais segue como um dos pontos centrais na agenda econômica dos candidatos para o próximo período eleitoral. A equipe de campanha mantém o foco na revisão da eficiência das empresas públicas, sem sinalizar mudanças estruturais no controle acionário da petroleira.
Com informações da Revista Oeste.