Republicanos desliga prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga, após apoio a candidatura da esposa

Republicanos desliga prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga, após apoio a candidatura da esposa

Política

O Conselho de Ética Nacional do Republicanos oficializou, nesta quinta-feira, 20, a expulsão do prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga, de seus quadros partidários. A decisão, tomada por unanimidade, marca o desfecho de um processo disciplinar que já havia imposto uma suspensão temporária ao gestor municipal.

A cúpula da legenda fundamentou a medida na violação dos deveres de lealdade e fidelidade partidária. Segundo o colegiado, as ações de Manga foram incompatíveis com as diretrizes e os compromissos estabelecidos pelo partido, resultando no desligamento definitivo do político.

Motivação da decisão partidária

O estopim para a sanção foi o apoio público e direto de Rodrigo Manga à candidatura de sua esposa, Sirlange Maganhato, que buscou uma vaga na Câmara dos Deputados pelo União Brasil. O prefeito foi visto participando ativamente de eventos de campanha e utilizando suas redes sociais para promover a candidatura da companheira.

Para o Republicanos, essa atuação em prol de uma legenda adversária configurou uma quebra clara de fidelidade. O partido entendeu que, ao priorizar o apoio a um projeto político externo, o prefeito descumpriu as normas internas que regem a conduta de seus filiados.

Trajetória política e popularidade

Rodrigo Manga consolidou-se como uma das figuras mais expressivas da política paulista nos últimos anos. Com uma atuação digital intensa, ele é frequentemente referido como o prefeito “tiktoker”, acumulando 3,4 milhões de seguidores na plataforma de vídeos e outros 4 milhões no Instagram.

Essa forte presença nas redes sociais acompanhou seu desempenho nas urnas. Em 2024, Manga foi reeleito para o comando da prefeitura de Sorocaba com 73% dos votos válidos, demonstrando um alto índice de aprovação popular que o colocou em posição de destaque no cenário estadual.

Contexto e desdobramentos

O processo ético-disciplinar seguiu os trâmites internos do partido até a deliberação final desta semana. A expulsão encerra o vínculo formal entre o prefeito e a sigla, que até então servia como sua base de sustentação política.

Até o momento, não foram anunciados novos desdobramentos sobre possíveis recursos ou a migração do prefeito para outra legenda. O cenário atual permanece definido pela decisão unânime do conselho, que reafirmou a postura da agremiação diante de casos de infidelidade partidária.

Com informações da Revista Oeste.

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