O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou a retórica diplomática ao classificar o Estreito de Ormuz como um “novo território dos EUA”. A declaração, acompanhada por uma representação visual da hidrovia estratégica circulada em mapas, foi divulgada na plataforma Truth Social e replicada por canais oficiais da Casa Branca. A medida ocorre em um momento de alta tensão geopolítica envolvendo o Irã.
A estratégia de controle sobre a rota marítima
A ideia de incorporar a via navegável ao domínio norte-americano foi descrita pelo presidente como uma “ótima ideia” durante um pronunciamento no Salão Oval. O mandatário justificou a posição argumentando que as forças dos Estados Unidos já exercem o controle efetivo da região por meio de um bloqueio naval. Segundo Trump, a manobra visa garantir a segurança e a operacionalidade de uma das rotas mais críticas para o comércio global de petróleo.
O presidente reforçou que, apesar das tensões, a hidrovia permanece aberta e funcional. Ele afirmou que as operações de limpeza foram concluídas com sucesso, garantindo a remoção ou detonação de minas aquáticas que poderiam ameaçar o tráfego de embarcações. O chefe do Executivo norte-americano também negou a existência de qualquer tratativa diplomática com o governo iraniano no momento.
Reação de Teerã e contexto do conflito
A declaração gerou uma resposta imediata das autoridades iranianas. O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, classificou a pretensão como uma “ilusão”. Em tom desafiador, o representante iraniano afirmou que o governo de seu país pretende corrigir o que chamou de equívocos do presidente norte-americano.
O Estreito de Ormuz tem sido o epicentro de uma disputa estratégica desde o final de fevereiro, quando o início dos combates entre as duas nações resultou no fechamento efetivo da rota por parte de Teerã. O bloqueio impactou diretamente o fluxo de suprimentos energéticos mundiais, tornando a área um ponto de atenção constante para a comunidade internacional.
Antecedentes da decisão
A intenção de oficializar a soberania sobre o estreito já havia sido sinalizada por Trump em um discurso realizado na sexta-feira, 14, em Nova York. Na ocasião, o presidente vinculou a medida ao desfecho do conflito, declarando que a mudança de status da região ocorreria logo após a derrota do Irã. O governo norte-americano mantém, até o momento, a posição de que o bloqueio naval permanece em pleno vigor.
Com informações da Revista Oeste.