O cenário político brasileiro definiu, neste domingo, 4, os nomes que seguirão na disputa pelo Palácio do Planalto. O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avançaram para o segundo turno, após nenhum dos candidatos alcançar a maioria absoluta dos votos válidos na primeira etapa do pleito.
A configuração da disputa presidencial
Com 97,01% das urnas apuradas pelo Tribunal Superior Eleitoral, o senador Flávio Bolsonaro consolidou-se na liderança, registrando 47,48% dos votos válidos. O parlamentar, que exerce mandato pelo Rio de Janeiro desde 2023, garantiu sua vaga na etapa decisiva sem chances de ser alcançado pelos demais concorrentes.
O presidente Lula, que busca a reeleição, assegurou a segunda posição na corrida eleitoral com 44,66% dos votos válidos. O pleito contou com a participação de outros 11 candidatos, que somaram aproximadamente 8% do total de votos, incluindo nomes como Ronaldo Caiado (PSD) e Zema (Novo).
Trajetórias e perfis dos candidatos
Flávio Bolsonaro, de 45 anos, é advogado, empresário e possui MBA em empreendedorismo. Antes de chegar ao Senado, cumpriu quatro mandatos consecutivos como deputado estadual no Rio de Janeiro. Esta é a primeira vez que o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro concorre ao cargo de chefe do Executivo federal.
Do outro lado, Lula, que completará 81 anos em 27 de outubro, tenta seu quarto mandato presidencial. Fundador do PT, o atual presidente foi eleito pela primeira vez em 2002 e reeleito em 2006, retornando ao poder em janeiro de 2023 após vencer o pleito de 2022.
Composição das chapas e alianças
A chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro não firmou coligações e apresenta como vice o deputado federal Alfredo Gaspar (PL). Ex-promotor de Justiça e ex-secretário de Segurança Pública de Alagoas, Gaspar ganhou notoriedade em Brasília ao relatar a CPMI que investigou irregularidades no INSS, processo no qual solicitou a prisão de Fábio Luís da Silva, filho do atual presidente.
Já a candidatura de Lula mantém a estrutura de 2022, tendo Geraldo Alckmin (PSB) como vice. Alckmin, que governou São Paulo por quatro mandatos e atuou como ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, conta com o apoio de uma coligação composta por PT, PSB, PCdoB, PDT, Psol, PV e Rede Sustentabilidade.
Próximos passos do calendário eleitoral
Com o encerramento do primeiro turno, as campanhas de Flávio Bolsonaro e Lula retomam as atividades para a fase final. O segundo turno das eleições está confirmado para o dia 25 de outubro, data em que os brasileiros retornarão às urnas para decidir quem ocupará a Presidência da República nos próximos anos.
Fonte: revistaoeste.com