Netanyahu rejeita plano de paz para Gaza e descarta criação de Estado palestino

Netanyahu rejeita plano de paz para Gaza e descarta criação de Estado palestino

Mundo

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, oficializou neste domingo, 9 de agosto de 2026, a rejeição de um plano de 15 pontos proposto pelo Conselho da Paz para a Faixa de Gaza. A iniciativa, articulada sob a gestão do presidente norte-americano Donald Trump, visava estabelecer diretrizes para a transição e a reconstrução da região. Em declaração contundente, o premiê israelense afirmou que o governo não acatará os termos apresentados, mantendo a postura de confronto direto com as demandas internacionais.

Exigência de desarmamento absoluto do Hamas

A principal justificativa apresentada por Benjamin Netanyahu para o veto ao plano reside na continuidade da presença armada do grupo terrorista Hamas. Segundo o primeiro-ministro, as forças de defesa de Israel não realizarão qualquer retirada do território enquanto não houver um desarmamento completo e verificável de todas as facções militantes na região.

O premiê enfatizou que o processo exige a entrega de armamentos pesados e leves, descartando qualquer solução que ele classificou como um “desarmamento fictício”. Para o governo israelense, a segurança nacional permanece como a prioridade inegociável, sobrepondo-se a pressões externas ou propostas diplomáticas que não garantam a neutralização total das ameaças operacionais em Gaza.

Posicionamento sobre a soberania palestina

Além da recusa ao mapa de reconstrução, Benjamin Netanyahu reiterou sua oposição histórica à criação de um Estado palestino. Em seu discurso, o líder israelense foi taxativo ao afirmar que, sob sua gestão, não haverá concessões territoriais ou políticas que permitam a formação de uma entidade soberana, seja na Faixa de Gaza ou na região da Judeia e Samaria.

O primeiro-ministro rejeitou explicitamente o apoio a qualquer força política que pretenda governar Gaza, mencionando tanto o Fatah quanto o Hamas. A declaração reforça a política de linha dura adotada por seu gabinete, que conta com o respaldo de setores religiosos e nacionalistas de direita, focados na manutenção do controle militar israelense sobre áreas estratégicas.

Diálogo diplomático e interesses nacionais

Apesar da divergência pública em relação à proposta do Conselho da Paz, Netanyahu reconheceu que as conversações com o governo dos Estados Unidos continuam em curso. O premiê admitiu que, embora existam propostas aceitáveis no intercâmbio diplomático, o país não hesitará em priorizar seus próprios interesses de segurança quando houver incompatibilidade com as sugestões dos aliados.

O líder israelense concluiu sua fala destacando que a proteção dos cidadãos e a integridade do território são missões executadas no campo de batalha, e não apenas em discussões ministeriais.

Com informações da Revista Oeste.

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